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terça-feira, 17 de abril de 2012

Artigo- Filme Dente Canino



ARTIGO DO FILME DENTE CANINO
Questões Comportamentais


Diante do exposto no filme, é possível perceber que o homem tem suas necessidades básicas independente do meio ou do aprisionamento que ele é submetido. Se por um lado é plausível acreditarmos que nós seres humanos, dependemos da presença do outro e que, é essa convivência que nos fará aliviar os problemas, os dramas, a solidão interna e as questões que nos rodeia, por outro, é natural perceber que mesmo vivendo isolados nós, enquanto seres racionais, somos capazes de descobrir e vivenciar muitos fatos da natureza humana, capaz de nos levar sempre à busca pela sociedade por viver em grupo e compartilhar. Afinal foi assim que as sociedades primitivas se desenvolveram, na curiosidade e na busca do inesperado.

Essas principais características elencadas no filme nos leva perceber que a curiosidade e a necessidade humana de descobrir o novo e vivenciá-lo é uma questão natural. No filme os filhos  a todo o momento apresentam comportamento evolutivo, mesmo que os pais não os ensinem e mesmo que essa evolução venha lentamente. Sendo assim cabe ao exposto a questão: será que super proteger os filhos a fim de isolá-los dos problemas sociais é uma vertente que se fosse seguida resolveria os problemas em sociedade, se é que esses problemas existiriam? Será que os ensinamentos e conceitos adotados pelos pais foram os corretos?. Em todo o caso, o certo e o errado, conforme estudamos em filosofia é uma questão de opinião de ideologia.

Ana Paula Labre
Matéria: Filosofia/ Jornalismo

Resenha crítica

Resenha crítica a cerca do documentário "A noite de Cristal e o estado de Israel"

 “A Noite de Cristal e o estado de Israel”, é um forte documentário acerca da realidade vivida pelos Judeus na Alemanha.  O título sugere a noite de cristal pelo fato de que na noite de 09 de novembro de 1938 um episódio alarmante para toda uma geração uma raça e um povo, acorrera de forma brutal e sangrenta. Dois dias antes dessa data o assassinato do então diplomata alemão em Paris, Ernst von Rath, por um  jovem Judeu Herschel Grynszpan, de 17 anos, se justificaria posteriormente em um ato marcante e triste para toda a história do povo judeu na Alemanha.

O Episódio tão somente foi marcado como a “Noite de Cristal” porque após a morte do ditador alemão, por um judeu, os nazistas invadiram as residências e lojas judaicas quebrando as vitrines e vidros que havia nesses estabelecimentos e quando a luz do luar iluminava e refletia o chão os fazia brilhar sugerindo assim cristais brilhantes. Enquanto um detalhe tão sórdido quanto esse entrou na história de massacre do povo Judeu, eles estavam à represálias, viviam cercados pelo temor nazista. Como se não bastasse a invasão dos nazistas aos estabelecimentos judeus, eles também queimaram todas as sinagogas judias que havia no estado.

Segundo relatos do documentário e da história em si, de fato ocorrera que sete mil e quinhentas oficinas judias foram destruídas e centenas de residências danificadas. Os prejuízos eram imensos. Além de tudo, mil judeus foram assassinados. Vinte e seis mil foram mandados para campos de concentração. De fato, com a noite de cristal começou o Holocausto. Cabe aqui inferir que a morte de um alemão acabou sendo apenas um pretexto dos nazistas para legalizar a morte dos judeus, que já os consideravam impuros, e raças de pobres. De fato o documentário nos remete a entender que os alemães, considerados raça pura e forte, condenaram os judeus culpando-os pelo fracasso econômico do país. Outrora, eles eram excluídos e boicotados de tudo, até mesmo as crianças de sangue judeu sofriam o preconceito.

Joseph Goebbels, outrora Ministro de Propaganda do Reich, já afirmava que os judeus era uma ameaça ao Reich e à paz, eles seriam uma ameaça para a Alemanha Nacional Socialista. A maneira de pensar de Goebbels era influenciada tão somente por um dos maiores ditadores da nossa história, Adolfo Hitler o precursor do holocausto. Apesar de toda a destruição, mortes, arrombamentos e prisões, os judeus foram obrigados a limpar a desordem e ainda assim pagar uma multa pelos prejuízos causados por aquilo que eles não fizeram , foram apenas vítimas.


De fato, aquele acontecimento que ficaria conhecido pelo próprio jargão nazista como a "noite dos cristais quebrados" marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da Segunda Guerra Mundial. O documentário a “A noite de Cristal e o estado de Israel” nos leva à pensar sobre, onde queriam chegar, externimando milhares de vida, dentre elas crianças e jovens? Não se tem respostas. O que se percebe é um país que dizia lutar pala busca da paz e socialização de toda a Alemanha, na verdade criara um dos mais marcantes e preconceituosos episódios da nossa história, pois arrancaram dos judeus no meio da noite os bens confiscados pelo estado, além disso, foram milhares mandados aos campos de concentração sem ter o direito, a saber, o que aconteceu com o resto de sua família.  Os cristais de vidro que lembram essa noite são cristais quebrados, e no brilho desses cristais a vida de milhares de pessoas ceifadas, sendo refletida para a humanidade.

Ana Paula Labre
Matéria: ciência política/Direito

Livro- Metodologia do Trabalho Científico

Resenha
Antônio Joaquim Severino é atualmente professor titular de Filosofia da Educação na USP. Formou-se em Filosofia pela Universidade Católica de Louvain, Bélgica, em 1964, e fez doutorado na PUCS. Suas publicações e pesquisas atuais situam-se no âmbito da Filosofia e da Educação. No livro “Metodologia do Trabalho Científico” o autor aborda questões a cerca dos hábitos de estudos adequados para a carreira acadêmica de todo estudante. Através de uma linguagem acessível, o autor mescla a necessidade do aluno de aprimorar seus conhecimentos com base em pesquisas e estudos contínuos, assim como a importância desses instrumentos de trabalho para a sistematização do conhecimento. Uma característica marcante destacada no texto é a importância dos instrumentos de estudo para a formação intelectual do acadêmico, uma vez que é através do desenvolvimento dinâmico que o aluno consegue absorver melhor o que lhe foi repassado.

Não obstante, o autor destaca que a exploração dos conteúdos científicos, vão além dos dicionários, bastante utilizados até mesmo no decorrer das aulas e primordial para o estudo individual em casa, revistas especializadas, com o tema específico e matéria específica do curso ou afins, apostilas, manuais, vão desde esses itens aos dispostos nos meios eletrônicos, através do computador e suas ferramentas. Além disso, é abordada no texto a importância das anotações e do fichamento daquilo que foi aprendido em sala de aula, para posterior retomada do conteúdo em casa, sobretudo, quando se tratar de temas inferidos através de seminários, palestras, exposições ou debates o que se faz importante a tomada de ideias através apenas de palavras chaves.

Segundo o autor todos esses meios de pesquisa e aprimoração do conteúdo constituem-se as bases de referências do acadêmico. Seguindo esses parâmetros torna-se possível atingir uma dimensão crucial de entendimento que lhes servirão mais adiante, na vida profissional e no destaque da vida acadêmica. Por fim o autor destaca a importância da organização do tempo de estudo, para que seja possível uma melhor absorção de tudo o que é ensinado na universidade, pois todas as bases teóricas ensinada também servirão na carreira profissional deste estudante, sendo importante a cada dia ter um tempo de estudo e concentração dos conteúdos ministrados em aula para melhor assimilação da teoria à prática.

Assim é possível afirmar que o texto “A organização da vida de estudos na universidade” é um leque de informações cruciais para o acadêmico de primeira viajem que adentra a universidade e viaja pelo mundo de conteúdos e matérias, talvez, nunca estudado antes, e que agora se depara com muitos conteúdos de natureza diversa, precisando se organizar para absorver e aprender todos os assuntos científicos ministrados nesse meio. Sendo assim, torna-se necessária uma organização prévia e posterior de todos os conteúdos científicos, seja ele no âmbito de aulas ministradas ou mesmo por meio de debate e palestras.

Ana Paula Labre
Matéria: metodologia Científica/ Direito

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O caso dos Exploradores de Caverna- Simulação do Tribunal de Jurí


Bom, amigos

A tese a seguir se baseia na organização dos Fatos e das leis recorrentes do Brasil para a acusação de quatro homens, Exploradores de Caverna que tiraram a vida de um dos seus companheiros Roger Whetmore, morto para servir de alimento, alegando eles que estavam em estado de necessidade. Será?

Vejamos a tese da equipe de acusação.

TESE DE ACUSAÇÃO

 EXPLORADORES DE CAVERNA: No presente caso, cinco membros de uma sociedade de exploradores de caverna ficam presos em uma caverna no Condado de Stowfield, em conseqüência de desmoronamento que bloqueou a única saída.

FATORES:  nós da acusação podemos descrever o lugar, conforme os fatos constantes alegado pelos próprios acusados, no interior da caverna o ambiente se inverteu, com luz escassa, aumento da temperatura ambiente, fatores esses que acirrava os ânimos. O confinamento em condições adversas, associado os fatores psicológicos, tais como, a angustia, ansiedade lembrança dos familiares, projetos perdidos, foi se somando as condições do ambiente.


MUDANÇA DE ESTADO: O corpo humano é sensível à vários fatores dentre eles a mudança de estado biológico. Passam de irritados, hostis e exasperados para a forma que nas pessoas se inicia a processo de raiva, começam as agressões verbais (fato comprovado, quando os quatro acusados alegam que houve uma discursão entre eles na quebra do acordo à saber se seria necessário mesmo matar um deles para saciarem os outros), imprecações de toda natureza, vontade de punir o responsável- na caverna um para todos e todos contra um (fato atestado, quando os acusados alegaram que apenas Roger Whetmore não quis seguir com o acordo mesmo tendo sugerido a ideia, pediu para que esperassem mais uma semana.)

QUEBRA DO ACORDO: Roger Whetmore declarou que desistia do acordo, pois havia refletido e decidido esperar outra semana antes de adotar um conduta tão canibalesca como aquela. Os outros o acusaram de violação do acordo e procederam ao lançamento dos dados. Quando chegou a vez de Whetmore um dos acusados atirou-os em seu lugar. (VOCÊS ACHAM QUE ELE FICOU CALADO, QUE ELE ACEITOU SER O HERÓI DAQUELES EXPLORADORES, MORRER PARA LHES CONCEDER A VIDA? PERDENDO A SUA PRÓPRIA DE FORMA BRUTAL, SENDO QUE ELE MESMO DECIDIRA NÃO SEGUIR COM A IDEIA, TALVEZ PENSANDO ALÉM, DE QUE NÃO SERIA JUSTO TIRAR A VIDA DE OUTREM, OU MESMO DE QUE AGUENTARIAM MAIS UMA SEMANA, VOCÊS ACHAM MESMO QUE ELE NÃO REVIDOU, E SE ASSIM NÃO O FEZ FOI PELO FATO DE JÁ ESTAR SENDO ACUSADO PELOS “COMPANHEIROS”)

COINCIDÊNCIA: Vocês não acham tamanha coincidência, justo Roger Wetmore que deu a ideia, e depois decidiu esperar mais uma semana para o salvamento deles (que assim sucedeu) ser justo o sorteado e após discursão e ser julgado por ter quebrado o acordo (que ele mesmo como líder da expedição poderia ter dado e poderia ter justificado outra ideia?)

CONSTITUIÇÃO FEDERATIVA BRASILEIRA- art. 1º Temos como base a vida é um bem jurídico que não pode se submeter à instrumentalização, porque diz respeito à essência de pessoa que é garantida. Com efeito, não há duvida que conforme os fatos constantes nos autos que os réus praticaram de forma livre e consciente, sem pudor o delito de homicídio qualificado tipificado segundo o artigo 12, parágrafo segundo, inciso IV do Código Penal.

O QUE DIRÁ A DEFESA? Eles estavam em estado de necessidade? . Pode-se atestar que no caso atual esta não se aplica pois caracterizava-se por uma situação de condenação de morte nítida pois eles passaram muitos dias sem alimentos portanto havia uma probabilidade de morte maior do que a de vida, diante a situação dos exploradores, mas não poderia ser descartada como um todo a chance de saírem com vida mesmo após os 23 dias, além disso não constituía estado de necessidade uma vez que, quando o ser humano se submete à situações como essa eles, ainda assim agiriam de forma racional, ou se alto flagelando ou ou mutilando si a si mesmo. Mas, não. Eles tiveram tempo de bolar um plano, e veja que foi após uma discursão que Roger Whetmore foi morto. E, conforme os fatos atestado pelos próprios acusados no 23º dia. Visto que o ultimo contato feito por Roger com o mundo externo havia sido no 20º dia, onde o mesmo alega que a comida “ESTAVA SE ACABANDO”, ou seja, em apenas 3 dias depois da comida escassa, se constituía estado de necessidade? 3 dias sem comer. Quantas pessoas morrem de fome no mundo e não é por apenas 3 dias, é por meses passando fome. Constituía ainda assim estado de necessidade?

CHARLES DARWIN: Segundo Charles Darwin os mais fortes em situação de perigo sempre sobrevivem sendo assim, sabe-se que os exploradores não morreriam todos ao mesmo tempo, um (em estado de necessidade) morreria primeiro e assim os outros se alimentariam deste (neste caso sim, se alimentariam do outro por pleno estado de necessidade), mas  assim não o fizeram. Estranho eles não terem pensado nisso, já que se tratava de cientistas, pessoas de conhecimento das leis. Nem o mais ignorante dos homens que passam fome todos os dias na África e até mesmo aqui no Brasil, não age como eles agiram tirando a vida de uma pessoa.

NUCCI (2010): (Guilherme de Souza Nucci é Juiz de Direito em São Paulo e professor de direito penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).)  O estado de necessidade é o sacrifício de um interesse juridicamente protegido para salvar de perigo atual e inevitável(na situação aqui tratada era evitável sim) o direito do próprio agente ou do terceiro desde que outra conduta não seja exigida ( havia outras condutas: esperarem mais uma semana, aguardarem o salvamento já que este era previsto por haver comunicação com o meio externo, esperar que um morresse de inanição primeiro para os outros, dele se alimentarem.).
SITUAÇÃO E EVITABILIDADE DA MORTE: Na situação dos exploradores o contato com pessoas de fora caverna já tinha sido feito e o resgate chegaria, portanto era possível exigir outra conduta dos assassinos.

CASOS SEMELHANTES: No Brasil e em muitos outros países, muitas pessoas morrem de fome em algumas regiões e nem por isso existe qualquer ocorrência relatada de que pessoas tenham adotado o canibalismo para saciar a fome. Matar alguém é crime diante dos costumes da humanidade  e o fato de terem ceifado a vida humana  para sobrevivência não é só o que entra em questão, mas também o de que eles mataram um companheiro para servirem-se. Não havia necessidade de tal crueldade Eles não mataram apenas o Sr. ROGER, eles lhe tiraram o direito à vida. Tiraram-lhe o seu bem maior, tiraram-lhe sua fonte primária.

Como todos os Estados Democráticos de Direito, a República Federativa do Brasil, fundamentada e orientada pelo princípio da dignidade da pessoa humana, proclama no art. 5°, caput 3, da CARTA MAGNA a vida como direito fundamental do indivíduo. Ao declarar isso quer a Constituição dizer que o indivíduo tem direito a uma continuidade na sua existência como pessoa.

BASE DE ACUSAÇÃO NA LEI:

Código Penal  art.121 CP dos crimes contra a pessoa humana- é homícidio;

Art 137 Parágrafo único CP- Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave (imagina antropofagia) aplica-se pelo fato da participação na rixa, a pena de detenção.  Confusão existente na questão. Ver comentário de Carrara.

Constituição federal Art. 1º- Direito à vida soberania

Constituição federal  Art.5º I-II- Todos somos iguais perante a lei, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei. ninguém, será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

Art. 21 CP:O erro sobre a ilicitude do fato isenta a pena, se é evitável (porque era)  poderá diminuí-la de um sexto a um terço.

Se a lei bastasse não haveria necessidade de tribunais. Que seja feita a justiça não somente pela vida que Roger Wetmore que foi ceifada, mas pelo direito à vida que lhe tiraram!

Resultado do Simulado “Tribunal de Jurí”:
 –Curso de Direito 1º Período:Os réus foram condenados, conforme  a tese acima, 
4 sentenças foram favoráveis à Condenação dos acusados. 
Apenas 1 a favor da Defesa.