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segunda-feira, 9 de julho de 2012

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

      INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

        Você é Espiritualmente Inteligente?

        No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. 

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
        Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, "O Ser Quântico" e "A Sociedade Quântica", já traduzidos para o português. "QS - Inteligência Espiritual" já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido  ao seu trabalho.
        Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 30º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.


        Eis os principais trechos da entrevista:


        O que é inteligência espiritual?


É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual

(QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. 

O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

        De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?
      Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos interiores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.


      Qual a diferença entre QE e QS?


É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.

A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goldman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade. No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.


      Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:


      1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
      2. São levadas por valores. São idealistas
      3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
      4. São holísticas
      5. Celebram a diversidade
      6. Têm independência
      7. Perguntam sempre "por quê?"
      8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
      9. Têm espontaneidade
      10.Têm compaixão 

 Onde encontrar esse livro?

Pegue aqui:
http://www.4shared.com/rar/-nMvL4Uh/Inteligncia_Espiritual_-_Dival.htm
 

 Adpt: Ana Paula Labre

segunda-feira, 2 de julho de 2012

História do Pensamento Juridico- Questões


As questões a seguir tratam-se, de uma avaliação da disciplina de História do Pensamento Jurídico, aplicada aos alunos do 1º período do curso de Direito. Perguntas e respostas corrigidas. Espero que sirva de base para você que também estuda essa matéria ou se interessa pela história do pensamento Jurídico.

Boa Prova.

1-                  A “common Law nasce como a lei comum a todos os ingleses, em oposição aos direitos locais feudais. Seu aparecimento a partir do século XIII, será obra exclusiva dos Tribunais Reais de Justiça, também conhecidos pelo nome do local onde inicialmente se estabeleceram os tribunais de Westminster.”
Castro F.L. in História do Direito Geral e do Brasil, Ed. Lumen Juris, Rio de Janeiro- RJ 2007, p.197.

Descreva como funciona o sistema jurídico conhecido pelo nome de Common Law.

(Dica: o interessante ao responder questões como esta é ler atentamente o trecho do livro que ele apresenta como base, pode ter certeza que não é em vão que ele apresenta o trecho do livro, neste caso já relembrarão ou saberão o que é a Common Law. Sendo assim, é importante também atentar-se ao que a questão pede. Neste caso não pede o que é a Commow Law, mas sim como funciona esse sistema, ou seja, já sabemos também que é um sistema jurídico.)

Resposta: A “common Law” como o próprio nome indica tratava-se da lei comum, para alcançar essa unificação era preciso romper com os privilégios garantidos pela dinâmica feudal. Nesse contexto surge uma importante instituição de justiça conhecida pelos tribunais de Westminster, local em que ficaram famosas as novas formas de análise jurídica. Formas que receberia os “Rights” como documento principal para o registro inicial do processo. Todo o processo se desenrolava sob uma base jurisprudencial, isto é, numa estrutura de precedentes anteriores. Se houvesse casos especiais, esses seriam remetidos aos tribunais de Equity. E ao final os tribunais de chancelaria finalizariam o processo.


2“Art.2- A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.
Art.3- O princípio de toda soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhuma “operação, nenhum individuo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.” 
Castro, F.L. in História do Direito Geral e do Brasil, Ed. Lumen Juris, Rio de Janeiro- RJ 2007, p. 247.


Acima temos dois artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, elaborado pelos revolucionários franceses em 1789. Relacione os trechos acima com o contexto histórico que proporcionou a revolução francesa.

Resposta: A sociedade francesa composta pelo clero, nobreza e burguesia possuía interesses antagônicos no interior das classes sociais. A maioria do contingente populacional mantinha os encargos e tributos enquanto uma minoria privilegiada usufruía da mordomia palaciana. A centralização do poder, característica das monarquias absolutistas já não encontra espaço para lutar contra um ideário popular que se opunha a manter o status quó. Numa França rural e capitalista tornava-se cada vez mais incoerente a manutenção de um sistema que não levasse em conta os anseios populares advindos do ideário iluminista europeu. Somam-se a estes processos os desejos das assembléias instaladas na frança para elaborar uma constituição, em que o povo pudesse expressar suas vontades e anseios. A declaração universal dos direitos do homem e do cidadão surge nesse emblemático momento histórico que mudou para sempre os ventos que sopravam no mundo ocidental; ventos que interfeririam na elaboração de constituições, nas garantias fundamentais à pessoa, na política e na história.

3-      “Encurralado entre as duas maiores potências econômicas e militares de sua época, D. João tinha pela frente duas alternativas amargas e excludentes. A primeira era ceder às pressões de Napoleão e aderir ao bloqueio continental. A segunda, aceitar a oferta dos aliados ingleses e embarcar para o Brasil levando junto a família real, a maior parte da nobreza, seus tesouros e todo o aparato do Estado. Aparentemente, era uma oferta generosa.” Gomes, Laurentino in 1808, Ed. Planeta do Brasil, São Paulo- SP, p. 34.

A vinda da família real para a colônia brasileira é um marco importante na história de nossa nação. Este movimento, assim como o processo de independência, teve um importante apoio da Inglaterra. Apresente quais são os interesses ingleses em apoiar a vinda da família real para o Brasil.

Resposta: Esse importante marco histórico de nossa nação, marcado pela vinda da família real à colônia estava carregado de interesses que se conectavam aos interesses dos ingleses. Tal conexão estava marcada pela revolução industrial Inglesa, caracterizada pelo aumento da produtividade, em escala jamais vista, demonstrando o inicio do sistema capitalista em sua fase mercantil industrial. Como se vê, os ingleses como referencia produtiva, tinha como meta ampliar seus mercados no globo e para isso necessitava alterar a lógica do trafico de pessoas escravizadas. Primeiro porque esses deveriam se tornar consumidores, trabalhadores remunerados, segundo porque a ampliação somente se concretizaria se todo o globo abandonasse tal prática. Os ingleses apoiavam a vinda da família real para o Brasil porque, como veremos mais tarde, tratava-se de uma aliança com uma metrópole/ Colônia próspera que não deveria ficar à mercê de sua concorrente França.

4-      A Revolução do Porto foi um movimento de caráter liberal que ocorreu em Portugal no ano de 1820, onde os portugueses exigiam o retorno da família real para Portugal. Apresente a influencia deste movimento no processo de independência do Brasil.

Resposta: Ocorrida em 1820, a revolução do Porto, dois anos antes da Independência do Brasil, revela as pressões que a família real passava no Brasil para retornarem a Lisboa e retomarem o poder após acordos políticos. No Brasil, uma elite agrária pressionava a família real para elaboração de uma constituição e por garantias às minorias latifundiárias. O retorno da família real enfraquecia a relação de subordinação a que as elites nacionais estavam submetidas. O retorno fortalecia o movimento no Brasil que com a saída da família real permitia uma articulação entre os vários representantes de uma proposta de independência, que mais tarde surpreenderia a todos: Uma independência moderada. 

Por: George Furtado (Acadêmico de Direito)
Adpt: Ana Paula Labre (Acadêmica de Direito)