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sexta-feira, 2 de março de 2012

Estudo da Lingua-


Linguagem: é o uso da palavra ou escrita como meio de expressão e comunicação entre pessoas, ou seja, é a propriedade que temos de comunicarmos, exteriorizando o nosso pensamento, relatando fatos e coisas internas ou externas, acontecimentos ou ainda por acontecer.

Língua:
sistema de signos vocais de uma comunidade. O conjunto dos signos, organizados em sistemas,forma a língua - um verdadeiro código criado pela própria comunidade e que espelha a sua cultura e se transforma num importante fator de unidade nacional.

Segundo Saussure, a língua é um fato social, assim como a fala, um ato individual, contudo, uma não existe sem a outra.

O termo estruturalismo se propunha a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura.

Neste artigo vamos Limitar-se-á ao estruturalismo de Ferdinand de Saussure, visto que este deu à língua um tratamento especial, projetando a Linguística no âmbito das ciências modernas. As concepções estruturais da linguagem tiveram grande aceitabilidade na Europa. Foi a partir do estruturalismo que a Linguística ganhou seu objeto de estudo, a língua, concebida como um conjunto de signos bem organizados, formando um todo significativo, em que cada elemento só adquire valor a partir de sua relação com o todo do qual faz parte.

 Breve história do Estruturalismo

O estruturalismo surgiu na Europa, a partir das idéias revolucionárias sobre a linguagem, desenvolvidas pelo lingüista genebriano Ferdinand de Saussure. Desde jovem, ele se dedicou aos estudos lingüísticos. As cujas anotações foram reunidas e publicadas por dois de seus discípulos, após a sua morte, resultando em um de seus mais importantes trabalhos: o Curso de Linguística Geral.

Outros estudos linguísticos também fizeram parte dos interesses do mestre, como o trabalho sobre as vogais do indo-europeu e a análise de anagramas, mas o que realmente o consagrou foram os novos conceitos referentes à língua, os quais deram à Linguística um caráter científico, até então negado a esta por falta de método e objeto de estudo próprios.

Convém ressaltar que a Lingüística já se constituía desde o século XVII, com as gramáticas gerais e depois, com as gramáticas comparadas, porém, só a partir do século XX, com Saussure, é que a Linguística se autonomiza como ciência, definindo seu objeto e métodos próprios.
Saussure considera a língua um sistema de signos, cuja significação depende das relações de valor entre eles, pois a língua se estrutura ordenadamente de maneira a formar um todo significativo, a partir de pares opostos.
  língua é um instrumento de dominação, que só existe na mente dos falantes. Ela não é utilizada em termos concretos, é uma abstração da realidade que só se concretiza através da fala. Por isso Saussure afirma que a língua é um sistema de signos, cuja essência é a união do sentido e da imagem acústica; “é um tesouro depositado pela prática da parole em todos os indivíduos pertencentes à mesma comunidade” (SAUSSURE, 1975, p. 23), portanto, ela se apresenta como acervo linguístico.

Sem dúvida, a língua é sistemática, mas os seus elementos podem sofrer mudanças ao longo do tempo, porém essas mudanças não são percebidas pela coletividade.
Sendo a língua um sistema, cujos signos são estabelecidos por convenção social, não há um critério para se associar um significado a um significante na língua, por isso, o signo linguístico é arbitrário. Nesse sentido, arbitrariedade não significa liberdade para que o falante possa alterar o signo, pois este é convencional. E, exatamente por ser imutável, o signo é arbitrário; ele só se estabelece na língua quando consagrado por uma comunidade linguística. Assim, o mestre genebriano afirma que “Justamente porque é arbitrário, não conhece outra lei senão a da tradição, e é por basear-se na tradição que pode ser arbitrário” (SAUSSURE, 1975, p.88).

A diferença que existe entre as línguas justifica essa característica do signo. Em cada língua há um significante diferente para representar um mesmo conceito comum a todas: cadeira, silla, chair, etc. O princípio da arbitrariedade parte da idéia de que não há uma razão natural para se unir determinado conceito a determinada seqüência fônica, por isso, qualquer seqüência fônica poderia se associar a qualquer conceito e vice-versa, desde que fosse consagrado pela comunidade linguística.Hoje se tornou conteúdo obrigatório em qualquer curso universitário na área linguística, porém convém ressaltar que as concepções sobre a linguagem não se esgotam na teoria estrutural, sendo esta, ainda, geradora de muitas críticas e reflexões.

2 comentários:

Fábio A. disse...

legal Ana, lembrei que essa foi uma das nossas primeiras aulas em Jornalismo lembra? Leitura Prática e produção de texto... bacana a postagem

Maria Laura disse...

legal a apresentação de vocês.