Linguagem: é o uso da palavra ou escrita como meio de
expressão e comunicação entre pessoas, ou seja, é a propriedade que temos
de comunicarmos, exteriorizando o nosso pensamento, relatando fatos e coisas
internas ou externas, acontecimentos ou ainda por acontecer.
Língua: sistema de signos vocais de uma comunidade. O conjunto dos signos, organizados em sistemas,forma a língua - um verdadeiro código criado pela própria comunidade e que espelha a sua cultura e se transforma num importante fator de unidade nacional.
Língua: sistema de signos vocais de uma comunidade. O conjunto dos signos, organizados em sistemas,forma a língua - um verdadeiro código criado pela própria comunidade e que espelha a sua cultura e se transforma num importante fator de unidade nacional.
Segundo
Saussure, a língua é um fato social, assim como a fala, um ato individual,
contudo, uma não existe sem a outra.
O termo estruturalismo
se propunha a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um
dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição
que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura.
Neste artigo vamos Limitar-se-á ao estruturalismo de Ferdinand de Saussure, visto que este deu à língua um tratamento especial,
projetando a Linguística no âmbito das ciências modernas. As concepções
estruturais da linguagem tiveram grande aceitabilidade na Europa. Foi a partir do estruturalismo que a
Linguística ganhou seu objeto de estudo, a língua, concebida como um conjunto
de signos bem organizados, formando um todo significativo, em que cada
elemento só adquire valor a partir de sua relação com o todo do qual faz parte.
Breve história do Estruturalismo
O estruturalismo surgiu na Europa, a partir das
idéias revolucionárias sobre a
linguagem, desenvolvidas pelo lingüista
genebriano Ferdinand de Saussure. Desde
jovem, ele se dedicou aos estudos lingüísticos. As cujas anotações foram reunidas e publicadas por
dois de seus discípulos, após a sua morte, resultando em um de seus mais
importantes trabalhos: o Curso de Linguística Geral.
Outros
estudos linguísticos também fizeram parte dos interesses do mestre, como o
trabalho sobre as vogais do indo-europeu e a análise de anagramas, mas o que
realmente o consagrou foram os novos conceitos
referentes à língua, os quais deram à Linguística um caráter científico, até
então negado a esta por falta de método e objeto de estudo próprios.
Convém
ressaltar que a Lingüística já se constituía desde o século XVII, com as gramáticas
gerais e depois, com as gramáticas comparadas, porém, só a partir do século XX, com Saussure, é que a Linguística se autonomiza
como ciência, definindo seu objeto e métodos próprios.
Saussure considera a língua um sistema de signos,
cuja significação depende das relações de valor entre eles, pois a língua se
estrutura ordenadamente de maneira a formar um todo significativo, a partir de
pares opostos.
língua
é um instrumento de dominação, que só existe na mente dos falantes. Ela não é
utilizada em termos concretos, é uma abstração da realidade que só se
concretiza através da fala. Por isso Saussure afirma
que a língua é um sistema de signos,
cuja essência é a união do sentido e da imagem acústica; “é um tesouro
depositado pela prática da parole em todos os indivíduos pertencentes à mesma
comunidade” (SAUSSURE, 1975, p. 23), portanto, ela se apresenta como
acervo linguístico.
Sem dúvida, a língua é sistemática, mas os seus
elementos podem sofrer mudanças ao longo do tempo, porém essas mudanças não são
percebidas pela coletividade.
Sendo a
língua um sistema, cujos signos são estabelecidos por convenção social, não há
um critério para se associar um significado a um significante na língua, por
isso, o signo linguístico é arbitrário. Nesse sentido, arbitrariedade não
significa liberdade para que o falante possa alterar o signo, pois este é
convencional. E, exatamente por ser imutável, o signo é arbitrário; ele só se
estabelece na língua quando consagrado por uma comunidade linguística. Assim, o
mestre genebriano afirma que “Justamente porque é arbitrário, não conhece outra
lei senão a da tradição, e é por basear-se na tradição que pode ser arbitrário”
(SAUSSURE, 1975, p.88).
A diferença
que existe entre as línguas justifica essa característica do signo. Em cada
língua há um significante diferente para representar um mesmo conceito comum a
todas: cadeira, silla, chair, etc. O princípio da arbitrariedade parte da idéia de que não há uma razão
natural para se unir determinado conceito a determinada seqüência fônica, por
isso, qualquer seqüência fônica poderia se associar a qualquer conceito e vice-versa, desde que fosse consagrado pela
comunidade linguística.Hoje
se tornou conteúdo obrigatório em qualquer curso universitário na área
linguística, porém convém ressaltar que as concepções sobre a linguagem não se
esgotam na teoria estrutural, sendo esta, ainda, geradora de muitas críticas e
reflexões.
2 comentários:
legal Ana, lembrei que essa foi uma das nossas primeiras aulas em Jornalismo lembra? Leitura Prática e produção de texto... bacana a postagem
legal a apresentação de vocês.
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